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Relembrando | Inimigos dos servidores e da sociedade, deputados votam contra auxílio-alimentação

Reportagem publicada em 10/12/2015

 

Nesta quarta-feira, 09 de dezembro, ignorando a recomendação da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e a mando do governador Hartung, os deputados estaduais durante a aprovação do Plano Plurianual 2016/19 (PPA) e do Orçamento de 2016, votaram contra a emenda 767 que garantiria o pagamento do auxílio-alimentação aos servidores a partir de 2016.
A emenda 767, do deputado Gilsinho Lopes, previa a retirada de recursos do Fundo de Desenvolvimento de Atividades Portuárias (Fundap) para a concessão do auxílio-alimentação para servidores do Executivo. A votação foi acompanhada pelos servidores das galerias do Plenário.
“A Procuradoria Geral do Estado votou à unanimidade o direito do retorno do tíquete-alimentação dos servidores do Executivo. Quero conclamar aos deputados que assinaram o destaque comigo que votem para que essa emenda seja incluída no Orçamento 2016. Não teve aumento linear, não teve abono, não deve ter aumento nem abono no próximo ano, e ainda vão tirar o direito dos servidores à alimentação? Isso é um escárnio”, defendeu Gilsinho Lopes, que alegou que os servidores do Executivo estão há sete anos sem o benefício.
Apenas os deputados Gilsinho Lopes, Sérgio Majeski, Freitas, Nunes, Bruno Lamas, Enivaldo dos Anjos, Elaine Dadalto e Janete de Sá foram favoráveis à aprovação da emenda. Os demais deputados presentes à sessão votaram contra os servidores públicos. Enquanto isso,  os mesmos deputados que atuaram contra os servidores, aprovaram verbas milionárias para o governo continuar a bancar o discurso da crise na imprensa capixaba.
Diante dessa omissão dos deputados e a conivência do Tribunal de Justiça, o Sindipublicos encaminhou medidas jurídicas, inclusive com a denúncia da morosidade da desembargadora Janete Vargas em julgar o processo sobre o auxílio-alimentação ao Conselho Nacional de Justiça.