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Relembrando | Deputados capixabas votam para livrar Temer de investigação contra corrupção

Reportagem publicada em 25/10/2017

Mais uma vez os deputados Lelo Coimbra (PMDB) e Marcus Vicente (PP) repetiram seu posicionamento na primeira denúncia e votaram em defesa do presidente  Temer, impedindo o prosseguimento da ação contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os demais oito deputados capixabas votaram para que o STF prossiga com as investigações da denúncia e caso comprovada a participação do presidente, que seja condenado conforme determina a Constituição, com possibilidade de perda de mandato.

Os votos dos deputados Lelo (PMDB) e Marcus Vicente (PP) demonstram o apoio dos mesmos a um governo corrupto, que tem proposto medidas contra a população, chegando ao cúmulo de publicar um decreto autorizando o trabalho análogo à escravidão para beneficiar a bancada ruralista que mantém fazendas com trabalhadores sendo explorados.

O apoio de deputados federais, senadores e de partidos políticos ao governo se deve ainda a acordos políticos, como o loteamento de cargos nas estatais e liberação de verbas para que os mesmos realizem campanhas antecipadas em suas regiões.

Votação

Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa aprovou parecer contra a continuidade da denúncia. O presidente é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de obstruir a Justiça e fazer parte de uma organização criminosa que teria recebido cerca de R$ 587 milhões em propina.

A votação prosseguiu nesta quarta-feira (25). Seria preciso que 342 dos 513 deputados votassem pela autorização do prosseguimento da denúncia na Justiça, conforme determina a Constituição Federal. No entanto, foram 233 votos contra Temer e 251 favoráveis ao relatório que impede o julgamento do presidente enquanto estiver no cargo.

Com isso, a denúncia fica suspensa e o presidente só poderá ser processado após deixar o mandato.

É preciso que a população guarde os deputados que têm votado contra a sociedade e em favor da corrupção e não vote nos mesmos nas próximas eleições.

*matéria atualizada as 21h40