Prefeitos mantêm ensino online e deixam Casagrande isolado | Especialistas analisam retorno das aulas presencias

Lives irão destacar atuação dos servidores na sociedade
14 de outubro de 2020
TJE-ES alerta a população sobre possíveis fraudes envolvendo precatórios
16 de outubro de 2020


A defesa de abertura das escolas tem sido quase que exclusiva da iniciativa privada e do governo Casagrande, sem apoio dos municípios.
Até o momento, a ampla maioria dos municípios capixabas não retornaram com as aulas presenciais em suas redes. Mais de 30 cidades já definiram pela abertura só em 2021.

Ethel Maciel – Epidemiologista

Esse retorno, em momento de aumento de novos casos, preocupa especialistas. “A gente tá vendo o aumento do número de casos e internação. É bastante preocupante esse retorno, até se a gente considerar que cinquenta dias letivos, né? Qual é o valor pedagógico disso ainda tendo uma alternância? Cada grupo só vai vinte e cinco dias letivos na escola. É preciso que se pense bem. Vai mobilizar muitas pessoas na cidade, principalmente professores e esses as vezes moram em uma cidade e dão aula em outra. Vejo com preocupação esse retorno nesse momento” avalia a epidemiologista Ethel Maciel.

A Especialista em Gestão Pública Educacional, Leida Alves Tavares lembra que “a volta às aulas presenciais deve ser pensada e planejada. As soluções não são de curto prazo. Não estamos numa corrida contra o tempo e nesse processo não há espaço para imediatismos”.

Leida Tavares, especialista em Gestão Pública Educacional

A educadora também comenta sobre o andamento das atividades “basta entendermos que não teremos uma retomada de onde paramos. Por isso a pergunta mais importante a fazer está vinculada à ideia de “como” voltaremos e secundariamente de “quando” voltar”.

Essas perguntas têm gerado dúvidas e incertezas. Pais, professores e servidores têm questionado a atitude do governo Casagrande criticando a falta de diálogo e transparência. “Destaca-se, mais uma vez, a necessidade de uma ampla abertura ao diálogo com a comunidade escolar e as organizações locais da sociedade civil, com uma comunicação frequente e transparente a todo momento” reforça Leida.

Outro fato que tem contribuído para a manutenção das escolas fechadas é o aumento dos casos pelos servidores públicos. “Cada dia temos recebido informações de novos casos em órgãos públicos. Incaper, Detran, RTV, Idaf. Vários contaminados, alguns com gravidade e infelizmente até servidores vieram à óbito. Mesmo com todo protocolo. Imagina com crianças que sequer respeitam pais e boa parte nunca respeitaram os educadores. Defender o retorno sem uma vacinação dos adultos é colocar todos em risco” comenta Tadeu Guerzet.

Quanto à rede privada, pais tem associado a insistência do retorno às aulas para o retorno da cobrança do valor integral. “O final do ano está chegando e precisam justificar o valor cheio e as matrículas escolares, que deverão ficar mais caras. Já chegaram a dizer que com as escolas abertas não se justificaria nenhum desconto devido a pandemia.” comenta a mãe de um aluno de uma rede de escolas particulares de Vila Velha.

O Sindipúblicos mantém a defesa da vida e entende que a Rede Pública e Privada precisam garantir conteúdo programático e condições adequadas do ensino remoto para todas as crianças e retomas as aulas apenas quando houver devida garantia de segurança à saúde dos trabalhadores em educação e alunos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

11 − sete =