Políticos rejeitam estratégia de ‘salvador da pátria’ e Hartung fica fora das eleições

Nota Pública – Ex-Diretor do Iema é contratado por Fundação Renova
24 de julho de 2018
Desde 2014, Sindicato denuncia falhas estruturais nos terminais
26 de julho de 2018

A política de austeridade do governo Hartung fez com que seu terceiro mandato cortasse os principais serviços básicos demandados pela sociedade, criando um caos em diversas áreas, entre essas a segurança que gerou um movimento de paralisação dos militares.

Com isso, o desgaste foi além do governo e chegou também à carreira política do governador que passou a ser questionado pelas mais diferentes siglas partidárias, inclusive de até então aliados.

Chegado o período eleitoral, as pesquisas confirmaram o que já era previsto, baixa popularidade e alta rejeição a estratégia de ‘salvador da pátria’ dificultando assim a possível reeleição. Usando então da justificativa de ordens pessoais, Hartung anunciou que não viria como candidato e que não apoiaria nenhum outro nome.

No entanto, nos bastidores, conforme divulgado pela imprensa capixaba, o governador teria continuado suas articulações para emplacar um aliado para tentar assumir o executivo estadual. Porém, nenhum dos cotados conseguiu agregar apoio político e popular. Numa tentativa desesperada, teria alguns aliados até mesmo cogitado a permanência do governador na disputa.

Mas nem isso teria garantido capilaridade para fechar os acordos e apoios políticos necessários, visto que os até então aliados ao governo estariam apoiando outros candidatos e muitos desses se mostraram totalmente contrários a estabelecer uma aliança para a reeleição do governador.

Com isso, após o anuncio de sua desistência da reeleição feito há quinze dias e o movimento do ‘fica Hartung’, nessa quarta-feira (25) o governador mais uma vez anuncia que de fato não será mesmo candidato.

Porém, seus aliados estariam se aglutinando em dois outros candidatos para tentar garantir que a influência do até então governador continue a perpetuar no Espírito Santo. Nesse ponto é importante que a sociedade cobre desses candidatos a autonomia governamental garantindo que não irão seguir a mesma linha de governo que há dezesseis anos massacra os capixabas com baixos investimentos em políticas públicas. É preciso que os candidatos assumam o compromisso que de fato irão implantar uma administração que atenda às demandas da sociedade, em especial no fortalecimento do funcionalismo público.

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dois × 4 =