Mesmo com recomposição salarial de 3.5%, perdas acumuladas chegam a 28,73%

Ao anunciar na tarde desta terça-feira (26), uma recomposição inflacionária de apenas 3,5%, o Governo Casagrande fechará o ano com um verdadeiro presente de grego aos servidores, um déficit salarial de 5,19% desde a  última recomposição em abril de 2018 e perdas acumuladas em 28,73%.

Conforme texto encaminhado pelo governador à Assembleia Legislativa, neste dia 26 de novembro de 2019, todos os servidores públicos estaduais ativos e inativos receberão a recomposição salarial de 3,5% a partir de 1 de dezembro de 2019.

Ao aprovar a Reforma da Previdência, que aumenta a alíquota em 3% e conceder uma recomposição de 3,5%, bem abaixo dos 5,69% de inflação acumulada, fazendo a somatória das perdas salariais mais a nova alíquota a ser confiscada pela Reforma da Previdência chega-se à 8,69% que reduzindo os 3,5%, o servidor ficaria ainda com 5,19% de perdas acumuladas apenas de abril de 2018 até o momento.

Na prática, o servidor entrou o ano e vai sair o ano ganhando praticamente com o mesmo valor que recebia em maio de 2018, porém com um poder de compra muito menor, inclusive devido aos preços dos principais produtos da cesta básica e de serviços rotineiros terem subido até mesmo acima da inflação.

Ou seja, o governador Casagrande descumpriu totalmente o compromisso realizado durante campanha, que iria conceder recomposição inflacionária e estudaria a recomposição das perdas. Apesar de se dizer contrário ao governo anterior, na prática seu governo tem mantido a política de cortes junta funcionalismo estadual do governo Hartung.

Diante aos fatos, o Sindipúblicos reforça que manterá a luta pela recomposição salarial cobrando que o governador Casagrande cumpra o compromisso de campanha. É inaceitável que o Estado que se diz nota A em economia, massacre o funcionalismo público prejudicando o atendimento à sociedade.

 

 

  • Salzino Guedes

    Esse e o tipo de governo socialista, que a esquerda quer para o Brasil

    • Matheus Boni

      Foi uma medida neoliberal, que sacrifica o trabalhador do setor público em nome da austeridade fiscal, mas não mexe nas isenções e privilégios da elite financeira. Absolutamente nada a ver com socialismo, pouco importa o nome do partido.