Marcha da Saúde denuncia riscos da Reforma da Previdência

 

Diversas entidades sindicais e movimentos sociais estiveram mobilizados na manhã desta quarta-feira, 10 de abril, no centro de Vitória na Marcha da Saúde 2019.

Realizado anualmente em alusão ao Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, o ato este ano abordou os riscos da Reforma da Previdência para a saúde pública mediante a retirada da seguridade social do projeto de capitalização proposto pelo governo Bolsonaro, o que afetaria o SUS.

Os participantes também criticaram a falta de investimentos na saúde pública e a PEC do Teto dos gastos que congelou as verbas para a área agravando os problemas já enfrentados pela categoria e à população.

Durante o ato, o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados no Espírito Santo e representante dos trabalhadores no Conselho Nacional da Previdência Social Gerson Maia de Carvalho, esteve presente onde criticou o governo, destacando que estão colocando medo nos aposentados, que caso não seja aprovada a Reforma, as atuais aposentadorias também poderiam deixar de serem pagas.

“O governo federal se tivesse preocupação mesmo em manter a previdência para os trabalhadores ele proporia uma PEC para reforçar a cobrança dos devedores. Os 500 maiores devem mais de 500 milhões. Mas são em torno de 50 mil empresas que devem”. Lembrou ainda que até 2015 a previdência era superavitária. “Dava bilhões por ano de superávit. Para onde foi esse dinheiro? O governo sumiu, para outras finalidades. E tem esse déficit devido a Reforma Trabalhista que privilegia a terceirização. O trabalhador que recebe o teto da previdência, juntando sua contribuição e do seu patrão, recolhe em média R$1,6 mil. Já os MEI’s, que ganham o mesmo valor, vai pagar agora apenas R$50 por mês”.

Após as manifestações  de várias entidades, os manifestantes caminharam até o Palácio Anchieta alertando à sociedade sobre a Reforma da Previdência e em defesa do SUS público, universal e fortalecido.