Iases é condenado por praticar assédio moral contra servidor

O Sindipúblicos teve ação procedente na justiça para que o Instituto de Atendimento Sócio-Educativo do Espírito Santo (Iases) fosse condenado por prática de assédio moral.

O juiz Marcos Antonio Barbosa de Souza, do 2º Juizado Especial Criminal da Fazenda Publica de Vila Velha entendeu que uma pedagoga sofreu assédio moral praticado por duas de suas chefes.

Conforme apontado na ação, a servidora chegou a ficar 45 dias sem receber demanda de suas superiores, que além disso sequer cumprimentava a trabalhadora, ignorando-a totalmente.

Além disso, foi comprovado ainda que até mesmo quando a servidora estava sozinha em seu setor, as suas chefes preferiam ligar para outra funcionária para encaminhar alguma demanda do trabalho à repassar as atividades para a mesma.

Com isso, o juiz entendeu que “resta cristalino do depoimento das testemunhas que a autora de fato sofreu um tratamento completamente discriminatório em seu local de trabalho, uma vez que as atitudes praticadas por suas superiores hierárquicas causaram estranheza não só à autora, mas a todo grupo de trabalho…” e que “a narrativa trazida configura o dano moral, uma vez que a autora sofreu os prejuízos de orem imaterial com o evento ocorrido” sendo assim o Iases condenado a pagar 10 mil à servidora.

Esse é apenas um dos diversos casos que tem chegado ao Sindipúblicos sobre a prática recorrente de assédio moral no Iases e que tem sido encaminhado à justiça. O Sindicato cobra da presidência uma atitude para que cesse os fatos, garantindo um ambiente de trabalho sadio para os servidores.

  • Claudia Lakatos

    Isso é processo seletivo sem seriedade. Para que duas chefes num lugar só? Precisam de pessoas competentes.

  • Parabéns Sindipúblicos, e principalmente, parabéns a vítima! Tem que ter coragem para enfrentar os terroristas.
    O assédio moral tem um efeito devastador no trabalhador. Ele faz surgir inúmeros sentimentos na angústia produzida na vítima.
    Para piorar os efeitos do assédio moral, vêm o silêncio de colegas que presenciam os fatos, mas se silenciam, ampliando o isolamento do assediado, o qual começa a se sentir como um leproso da idade média. Todos fogem do assediado, possivelmente com medo; medo de ser o próximo assediado, o próximo a ser isolado, o próximo a pular da ponte, o próximo…
    A situação do assédio moral deveria ter debate constante. Esse é um mau ambulante; é uma pele imposta no terror. Não atinge a vítima só no trabalho. Contamina o ambiente social e familiar, podendo quase sempre levar a depressão; algumas se transformando em síndrome do pânico, aumentando sua capacidade de destruição da vida e do convívio; levando muitos a se refugiarem no alcoolismo.
    Assediado busque fazer uma espécie de diário, registrando tudo: data, pessoas, fatos, documentos, e-mail, etc. Colegas espectadores, o silêncio é um facilitador, não só para aumentar o isolamento da vítima, mas para torná-lo a próxima vítima. Pense nisso quando ver um colega no isolamento.