Greve da PM aumenta rejeição de Hartung e força sua saída das eleições 2018

A atuação truculenta e ‘desastrada’ do governo Hartung durante a greve da PM, que acirrou os ânimos dos militares e agravou a crise da segurança, afetando milhares de capixabas, teria sido um dos fatores primordiais pelo alto índice de rejeição à reeleição do governador.

Com pesquisas apontando empate técnico com Renato Casagrande (PSB) no primeiro turno e  e com um índice de rejeição de 41,7%, segundo o Instituto Paraná Pesquisas, o atual governador preferiu recuar da disputa política e anunciou na manhã desta terça-feira, 10 de julho, durante coletiva de imprensa que não irá ser candidato à nenhum cargo.

Pesquisa qualitativa do Instituto Futura também teria apontado, conforme divulgado por A Gazeta, que todos os grupos populacionais pesquisados criticam a atuação do governador na greve da PM e ainda “indicou que, se fosse para a disputa, Hartung até poderia vencer, mas teria pela frente uma eleição dura contra Casagrande.”

“Estou no meu terceiro mandato como governador, já fui senador e já fui prefeito. Acho que é hora de passar o bastão. Aguentar o tranco de estar na política não é fácil. Vou fazer a política a vida inteira, mas não penso em exercer novos cargos eletivos. Talvez posso ser ministro, a depender do governo que será eleito”, afirmou.

A justificativa do governador teria sido apenas devido à uma escolha pessoal. “Está na hora de passar o bastão”. Apesar de alguns rumores, ele negou ser referente à problemas de saúde dizendo que apesar do tratamento contra o câncer continuar em andamento, ele estaria curado.

Outro fato que contribuiu para tamanha rejeição, é a ‘manjada’ estratégia de criar o caos, para depois ressurgir como o salvador da pátria. Durante três anos, apesar do caixa superavitário, o governo insistiu em cancelar investimentos em áreas prioritárias, negando direitos aos servidores públicos, chegando a reduzir até mesmo gasolina de viaturas, fechando turmas, terceirizando hospitais, para no último ano liberar verbas para inúmeras inaugurações de obras e serviços.

Apesar do anúncio, muitos ainda acreditam que é mais uma vez um ‘blefe’ do governador para confundir o mercado político e possibilitar análises efetivas de vários cenários. Entre os pontos ponderados para Hartung se manter candidato é o foro privilegiado, evitando evitando processos que correm na justiça de primeiro grau contra ele como o do Posto Fantasma de Presidente Kennedy.

A falta de uma política eficiente pode ser comprovada pelos números levantados pelo portal G1. Das 31 promessas de Hartung durante a campanha de 2014, apenas 12 foram cumpridas.

Ao se aproximar das eleições, é preciso que os capixabas avaliem criteriosamente os candidatos para não conduzir ao poder políticos que propagam discursos fáceis, com promessas levianas, mas que na prática não cumprem o acordado com a sociedade.

Fonte: Paraná Pesquisas, GazetaOnline, Imprensa Livre ES

  • Cláudio

    Esse cidadão levou o ES ao fundo do poço, pois, não teve investimento algum nas áreas de Saúde, educação e Segurança Pública. Essa última, encontra-se sucateada, sem pessoal motivado para o trabalho.Demonstração de despreparo.

  • Salzino Guedes

    Fora BAIANINHO e leva essa corja de puxa sacos pra bem longe do ES.