Governo Temer garante aumento somente a magistrados e militares

Mais uma vez o presidente Michel Temer age para beneficiar setores que podem contribuir para abafar seus escândalos de corrupção, livrando-o da prisão e garantindo que seu mandato chegue ao fim.

Após anunciar que cumpriria a Constituição, concedendo a revisão salarial aos servidores públicos federais, Michel Temer usando a justificativa de economia e rombo nos cofres públicos, resolveu suspender o reajuste, deixando o apenas para 2020. No entanto, contraditoriamente, ignorando essa falácia de economia, irá conceder reajuste aos militares e aos magistrados.

Só para os militares, o reajuste custará R$ 4,1 bilhões aos cofres públicos, e para os magistrados, será desembolsado outros R$ 1,4 bilhão por ano, depois do abate teto, que desconta os valores que ultrapassam o teto do funcionalismo.

A equipe econômica do governo Temer, constituída entre outros membros pela ex-secretária do Tesouro Nacional, atualmente secretária-executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, indicada por Hartung, continua a ignorar que garantir a revisão salarial aos servidores beneficia toda a sociedade, fazendo ‘girar’ a economia, aquecendo o mercado.

No entanto, preferem jogar no ralo bilhões de reais por meio de incentivos fiscais concedidos muitas vezes à empresas estrangeiras que sequer mantém investimentos no país, apenas usa o Brasil para produções específicas, mas todo lucro obtido no país, é investido fora.

Equipe essa também que rejeita a necessidade de auditar a dívida pública brasileira, que segundo vários especialistas econômicos, indicam que já teria sido paga devido aos juros abusivos cobrados pelo mercado financeiro sem serem questionados pelos governos brasileiros.

Vale ressaltar que Temer já tinha proposto, no ano passado, o adiamento do reajuste de 2018 para 2019, mas o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, concedeu uma liminar mantendo a correção dos salários dos servidores. O Ministério do Planejamento ameaçou recorrer da medida, mas acabou se conformando.

Nessas eleições é fundamental os servidores estarem atentos para não votarem em ninguém apoiado por grupos ligados à Temer e Hartung. E cobrar dos candidatos a necessidade de auditar a dívida pública e o cumprimento da garantia constitucional de revisão anual dos salários dos servidores, entre outras medidas econômicas necessárias para a sociedade.