Governo Guedes Bolsonaro quer congelar salário de servidores por três anos

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Mais uma vez o governo Guedes Bolsonaro ameaça os servidores públicos jogando-os contra a sociedade. Dessa vez, conforme informações publicadas pelo jornal O Globo, o executivo tem vinculado a concessão de novas parcelas do auxílio-emergencial ao congelamento salarial dos servidores públicos por três anos.

Enquanto quer cortar direitos constitucionais dos servidores, como a recomposição salarial, o governo mantém gastos desnecessários e supérfluos como o R$1,8 bilhão em mercado e reduziu até mesmo impostos para armas.

A estimativa do governo seriam gastar em torno de R$40 bilhões em quatro parcelas de R$250 para em torno de 40 milhões de beneficiários, numero menor que os 60 milhões contemplados em 2020.

Apesar do custo, economistas defendem programas de transferência de renda direta, visto que esses valores são gastos diretamente no comércio e serviço local aquecendo a economia, gerando empregos e inclusive retornando parte desses valores em impostos para o próprio Estado.

A política econômica do governo Bolsonaro mais uma vez se mostra ineficiente para lidar com as crises. Apesar de várias alternativas para recuperação financeira, Guedes insiste em penalizar os servidores que já estão com salários congelados há tempos tendo algumas categorias com recomposições bem abaixo da inflação. No Espírito Santo, por exemplo, já são mais de 30% de perdas salariais enfrentadas pelos servidores.


Reforma Tributária

Uma Reforma Tributária seria uma das alternativas para recuperação financeira, que viesse equilibrar a quantidade de impostos pagos, reduzindo a carga fiscal em cima dos produtos e revendo a tributação de renda, como nos demais países. Assim, quem ganha mais passaria a pagar de fato conforme sua renda.

Além disso, a Taxação de Grandes Fortunas se mostra urgente. Conforme estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo (USP) a medida elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) em até 2,4% ao ano. “Uma política de proteção social financiada a partir da tributação do 1% mais rico, que garanta a transferência de R$ 125 por mês para os 30% mais pobres, pode ter um impacto positivo de 2,4% no PIB”, informa a nota da USP.


Mordomias

Eleito prometendo combater as mordomias e gastos desnecessários, Bolsonaro não apenas manteve mas elevou gastos supérfluos em seu governo. Só em produtos de mercado recentemente foi levantado que o governo teve um custo total de R$1,8 bilhão, comprando de cerveja, uísque à milhares de leite condensado e até mesmo goma de mascar.
Só esses valores dariam para contemplar 1,8 milhão de brasileiros com R$250 por mês sem realizar nenhum congelamento salarial.


União dos Servidores
A união dos servidores na defesa dos direitos constitucionais, como a recomposição salarial, se faz cada vez mais importante. É preciso que os servidores reforcem sempre que a pandemia no país só não está ainda pior diante a atuação incansável do funcionalismo público que tem atendido a população nas mais diversas frentes. O governo precisa no lugar de atacar os servidores, defender e valorizar esses que contribuem diariamente na contenção da crise sanitária.

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