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Ex de Hartung e atual de Temer, Vescovi defende alta de impostos e fim de financiamentos

Uma das principais responsáveis por implantar a política de concessão zero à sociedade e máximo benefícios aos grandes empresariados, a ex-secretária da Fazenda de Hartung e atual secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi esteve em Vitória nesta manhã para uma palestra e defendeu a alta de impostos e o fim de programas de financiamentos como o Fies, que ela chama de “excesso de subsídios”

Mais uma vez Vescovi ignora a principal função do Estado que é fazer o equilíbrio social entre as diferentes classes sociais.  Ana Paula está ocupando esse importante cargo público apenas por indicação política sem passar pelo crivo do concurso público, que poderia pelo menos auferir se seus conhecimentos são técnicos ou meramente políticos, na busca de conferir vantagens ao mercado financeiro em detrimento da sociedade.

Vescovi é mais uma personagem colocada na política brasileira para ser uma mãe para os grandes banqueiros e empresários. Para pagar mais juros da dívida pública, a saída segundo a secretária é mais arrocho em cima da sociedade brasileira.

“Temos sofrido críticas enormes por conta do aumento dos impostos nos combustíveis. No entanto, a elevação ainda foi suave comparada ao problema que temos. Se não for aprovada a Reforma da Previdência, e se não revermos as despesas obrigatórias, teremos que aumentar a carga tributária em 10 pontos de porcentagem do PIB. Como temos uma arrecadação de R$ 1,3 trilhão, provavelmente isso seria um aumento de 30%”, afirmou ao público.

Vescovi criticou o “excesso de subsídios” do Estado brasileiro, principalmente em programas como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Plano Safra (com linhas de crédito mais baratas para o agronegócio) e nos créditos concedidos pelo BNDES. Para ela, existe uma grande cobrança por benefícios, acima do que o Governo consegue dar conta.

“As pessoas precisam entender que quem está pagando por estas concessões somos nós. O problema não é conceder, é conceder de forma não igualitária. Aqui prevalece o ditado do ‘pouca farinha, meu pirão primeiro’. Isso também vale para a Previdência, direito adquirido é aquilo que a gente pode pagar. A situação do Rio de Janeiro é o exemplo disso. Tem aposentados com direitos, mas que não conseguem receber”, opinou a secretária.

A sociedade brasileira não pode aceitar que um grupo político defina os direitos dos trabalhadores rasgando a Constituição Brasileira e até mesmo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, ignorando todos os direitos e defendendo apenas o lucro acima do lucro, custe o que custar contra o povo e em prol do mercado financeiro.

Com informações do Gazeta On Line