ES ultrapassa mil mortes e Governo realiza ‘live do amor’

Dia 13 de junho, Espírito Santo registra 1028 mortes e 26.011 casos. Em menos de 24 horas foram 29 mortes e 509 registros de infectados. Mesmo diante a dor de milhares de famílias, o governo Casagrande realizou nesse mesmo dia, no Palácio Anchieta a live “Vesperata do Amor”, com a presença de várias pessoas no recinto, inclusive servidores, até mesmo profissionais que teriam tido contato com demais infectados, colocando todos em risco.

Denúncia nas redes sociais, destaca que “nesse ambiente estão funcionários da TVE que a menos de uma semana estavam em contato direto com uma pessoa infectada com Covid-19.  O que será que o governador acha disso? No período que ele contraiu a doença colocou todos funcionários ligados a ele em quarentena”. Segundo relatos de servidores da TVE, servidores com comorbidades continuam atuando diante a falta de pessoal da emissora, a autarquia nunca realizou concurso público. “Até mesmo servidor que está com irmão na UTI com Covid-19 participou da Live.”

Outro fato notado na live foi o maestro tirar a máscara, lamber o dedo para passar a página da partitura contrariando totalmente as recomendações de prevenção à Covid-19. Além da falta de sensibilidade e respeito para com as famílias enlutadas e demais pessoas que estão nas UTIs e em tratamento. Questiona-se a contradição do governo em recomendar que todos fiquem em casa e esse mesmo reúne dezenas de pessoas em um evento. Outra contradição é o governo Casagrande se associar à Findes, entidade que, apesar de receber verbas públicas, demitiu 500 profissionais na Pandemia, agravando o desemprego no Estado.

Diante os vários indícios de irregularidades, a Pública Central do Servidor está notificando o Governo questionando os pontos abaixo:

– Que informem o número de participantes do referido evento, dentre músicos, servidores públicos (efetivos e comissionados), profissionais terceirizados e convidados;
– A área, em metros quadrados, do espaço específico onde ocorreu a realização do evento;
– O valor da remuneração dos profissionais envolvidos e o período de horas disponibilizadas para o evento, desde as que antecederam, para preparação, duração e as posteriores para encerramento, limpeza e desmontagem da estrutura;
– Se houve oferecimento de serviço de buffet e copeiragem;
– O número de acessos e visualizações nas mídias sociais, durante a realização do evento, bem como o índice de audiência na transmissão realizada pela TV estatal de forma aberta;
– O montante de recursos arrecadados durante a realização do evento, discriminando doador, valor doado e horário da doação;
– Os comprovantes de destinação dos valores doados;
– As justificativas da não utilização de máscara, nas dependências do Palácio do Governo, por alguns participantes, em local sabidamente com concentração de pessoas, das quais, algumas já testaram positivo para o COVID 19.

As entidades congregadas na Pública, inclusive o Sindipúblicos, repudia a atitude do governo estadual e cobra maior rigidez na garantia das prerrogativas do isolamento social, inclusive com o afastamento dos servidores do grupo de risco.