Em Estado de Greve, servidores se mobilizam pra segunda Assembleia Geral Unificada

Na próxima quarta-feira, 11 de setembro, os servidores públicos estaduais ativos e aposentados estarão reunidos em uma grande Assembleia Geral Unificada.

Depois do sucesso da primeira assembleia, em que foi deliberado por ampla maioria o Estado de Greve, essa segunda promete ainda mais participação, com a mobilização dos servidores que virão do interior do Estado.

A crescente insatisfação com a morosidade do governo em atender a pauta das categorias fez com que os policiais civis, delegados e ate mesmo grupos de professores apoiem o movimento pela recomposição salarial.

Servidores ativos e aposentados traga sua família e fortaleça a nossa luta neste dia 11 de setembro, as 10h, em frente ao Ed. Fábio Ruschi, Centro de Vitória, na Assembleia Geral Unificada.

Confira abaixo o manifesto dos servidores.

 

CASAGRANDE, SE O FUNCIONALISMO PARAR, ONDE FICA A NOTA A?

Enquanto o governo se diz Nota A em finanças, na prática a nota é ZERO em serviços públicos e no respeito com seus servidores.

O sucateamento na saúde, segurança e educação está sendo denunciado constantemente, agravado por uma vaidade política.

A economia do Estado, diferente do cenário nacional, descolou dos demais estados e decolou. O Espírito Santo possui superávit financeiro acumulado de aproximadamente R$ 2 bilhões, está 10% abaixo do limite imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) em relação a gastos com pessoal e possui folga do teto de gastos sobre o acordo com a União no montante de R$ 157 milhões.

Porém, o governo Casagrande resolveu, na contramão daquilo que pregou durante a campanha, fazer caixa em cima da negativa do direito dos servidores, seguindo a mesma cartilha do governo Hartung.

A função do Estado é arrecadar recursos e reverter em serviços para a sociedade fazendo também a economia girar. No entanto, a atual gestão se tornou um banco, acumulando dinheiro para bater metas financeiras e aparecer bonito na foto com o sacrifício dos servidores e da população.

Hospitais sucateados e com risco iminente de incêndio, escolas sendo fechadas com protestos de estudantes, incentivos fiscais sem transparência, apoio aos empresários dados a todo momento, gerando até mesmo a extinção de postos de trabalhos, como o ocorrido com os rodoviários.

O Espírito Santo já vivenciou um período obscuro com a crise da segurança pública, por pura falta de diálogo, e agora está na iminência de um APAGÃO GERAL DO FUNCIONALISMO por pura vaidade política.

Os servidores amargam há anos a falta de revisão da inflação que já somam 26,51% de perdas, ou seja, trabalham 12 meses mas só recebem nove, já que três a inflação corroeu. E se levarmos em consideração mais cinco meses trabalhados para pagar impostos, o servidor hoje tem quatro meses de salário para arcar com suas despesas.

A recomposição da inflação pedida, além de ser um direito previsto nas constituições Federal e Estadual, cumpre todos os requisitos legais, econômicos, jurídicos e financeiros.

Junte-se à nossa luta! Por serviços públicos de qualidade com a recomposição imediata de 5,56% para estancar as perdas, pela implantação da mesa de negociação permanente e pela fixação da data-base!