Em ato público nesta segunda, servidores cobram a recomposição da inflação

Na próxima segunda-feira, 17 de junho, às 13h, os servidores estaduais realizarão uma Assembleia Geral Unificada em frente à Assembleia Legislativa (Ales) para discutirem estratégias quanto ao governo Casagrande se negar até o momento atender à categoria.

Apesar do aquecimento da economia, com o Espírito Santo tendo se destacado, conseguindo superávit no último trimestre, o governo tem mantido o discurso de Paulo Hartung para negar a recomposição inflacionária.

Perdas essas que já ultrapassam os 20% desde 2012, sendo só nos últimos doze meses mais de 5%.

Segundo o interlocutor do governo, Fernando Rocha, não seria possível conceder a recomposição devido ao pacto assinado entre os estados e o governo federal de renegociação das dívidas.

Os servidores contestam a falácia usada ao reafirmar que a recomposição inflacionária é um direito, estando previsto no artigo 37 da Constituição, não podendo ser retirada por meio de acordos, por ora até mesmo duvidosos, realizados entre os entes federativos que teve como objetivo atender mais uma vez os interesses do mercado financeiro e sacrificar os servidores.

Durante a Assembleia Geral Unificada, os servidores também estarão discutindo a necessidade do governo fixar uma data-base, revisar os valores do auxílio-alimentação, bem como garantir condições de trabalho.

Na ocasião, serão analisadas estratégias de luta para fazer com que o governo cumpra o direito constitucional, podendo até mesmo ser deliberadas paralisações.