Em assembleia, servidores denunciam falta de transparência do Estado durante pandemia

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Durante mais de uma hora de duração, servidores das mais diversas autarquias e secretarias do Estado participaram da primeira Assembleia Geral Unificada em formato virtual do Sindipúblicos realizada na tarde desta quinta-feira (05).

Entre as principais reclamações, esteve a falta de transparência do Governo Casagrande, por parte da Secretaria de Gestão e Recursos Humanos, em especial a secretária Lenise Loureiro. “Não existe transparência, diálogo. Só sabemos das coisas depois de publicadas. Sequer retornam os ofícios encaminhados. Perdemos vidas no serviço público e nem assim os servidores foram ouvidos pela secretária” denuncia o presidente Tadeu Guerzet.

Outro ponto muito debatido foi a atuação dos servidores em home-office. Os participantes entendem que a modalidade deve permanecer mesmo após a pandemia, mas precisa de regulamentação que venha a atender as necessidades dos servidores, como o direito a desconexão. A maioria também entende que os servidores devem ser ouvidos e ficar a seu critério atuar em casa ou presencialmente, não ser impositivo a atuação em teletrabalho.


A falta de EPI’s e condições de higiene e limpeza, o que acarreta diretamente o risco à contaminação por Covid-19 também foram denunciadas por servidores, em especial dos escritórios do Incaper que relataram que até o momento só receberam duas máscaras e sequer possuem limpeza periódica dos locais.


Recomposição


A recomposição das perdas inflacionárias também foi discutida. Conforme alertado pelo vice-presidente do Sindipúblicos, Rodrigo Rodrigues, não existe nenhuma lei que proíba esse direito. “O que temos é um ataque sistemático da mídia, apoiado pelo governo, de que o nosso direito à recomposição da inflação, não seria permitido. O que não se pode é dar aumento. Mas aumento nunca tivemos. Pelo contrário, estamos com perdas salariais superior à 22%. Precisamos nos mobilizar e questionar o governo Casagrande para que apresente dados e conforme já estamos levantando, há margem para uma recomposição inflacionária”.


Diante as discussões, foi deliberado a necessidade de realização de uma nova assembleia e consulta às demais categorias dos servidores públicos para encaminhamento das demandas e ações ao Governo Estadual.

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