Editorial | Promessas não bastam! Dia 24, a proposta é GREVE!

Neste dia 30 de setembro, o governo anunciou que incluirá na Lei de Diretrizes Orçamentária de 2020, sem especificar índices, a recomposição inflacionária dos servidores públicos do Espírito Santo. Por que isso não nos contempla?

Para além de toda nossa argumentação, já engolida a seco e não respondida pelo governo – a recomposição é constitucional; está dentro da margem prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal; o ES possui receita para isso e o acordo de negociação das dívidas dos Estados com a União não veda essa demanda.

No ano que vem nossa perda salarial não será de 29,15%*, como está atualmente. Em 2020 já terá ultrapassado a marca de perda de 1/3 (um terço), ou seja, 30%, de nossos salários! Estaremos ainda mais avançados no empobrecimento do funcionalismo.

A reivindicação de hoje é apenas para não perdermos mais. Anunciar recomposição somente para o ano que vem significa, na verdade, reduzir nosso salário hoje, sem que se garanta a recomposição futura.

Outro motivo fundamental: incluir no orçamento não significa garantia da concessão.

Este ano já observamos o descumprimento do orçamento por Casagrande. Nossa recomposição estava no orçamento aprovado no final do governo Paulo Hartung para ser executado este ano. Casagrande, que tinha prometido a recomposição durante sua campanha eleitoral, simplesmente virou as costas para os servidores e desconsiderou a previsão orçamentária, aumentando o arrocho financeiro que nossas famílias vivem.

Estamos vivenciando pais de família cortando plano de saúde dos filhos, retirando-os das escolas que estudavam para reduzir as despesas; deixando até mesmo de comprar alguns tipos de alimentos e outros insumos. São quase 1/3 do nosso salário que ficou para trás, por culpa dos governos Hartung/Casagrande que não garantiram sequer a correção inflacionária.

Se Casagrande não concedeu recomposição prevista no orçamento este ano, por que acreditaríamos que ele concederá no ano que vem?

Diante a tudo isso, não tem como aguentarmos mais! A proposta de iniciar uma greve geral será devidamente colocada em votação na próxima assembleia. Vamos à luta, servidores!

Diretoria do Sindipúblicos