Dois anos de Casagrande: pandemia, sobrecarga de trabalho e redução salarial histórica

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Final de ano e não temos o que comemorar no serviço público. Governos federal e estadual continuam a nos desvalorizar.
Com a pandemia, muitos serviços que poderiam ser feitos em teletrabalho, para reduzir o fluxo de pessoas na cidade e conter a disseminação do vírus, estão sendo realizados pelos servidores presencialmente por determinação do governo estadual.

O que nos parece é que o governador percebeu, como o presidente, que ninguém está sendo responsabilizado pelas mortes. Apesar de omissões e ingerências de governantes. Fato é que, mortes geram menos desgaste político do que isolamento social, mesmo que parcialmente, neste país.

Para nossas autoridades, ficou caracterizado que um atraso no calendário escolar ou a paralisação de serviços, por exemplo, são mais importantes do que vidas.

Nós, servidores, continuamos trabalhando submetidos ao risco e contribuindo para manter a elevação no número de contaminados e mortes. O que ganhamos com isso? Mais uma redução em nosso salário. Sem recomposição salarial, teremos ainda mais perdas, que nesse 2019/2020 será de mais 4,31%, provocada pela inflação estimada pera os últimos doze meses.

Passados dois anos de mandato, tudo indica que Casagrande entrará para história como o governador que mais reduziu salário de servidores públicos. E ainda usando como pretexto uma lei de Bolsonaro que congela o salário dos servidores estaduais em troca de um auxílio de 390 milhões de reais em forma de ajuda para os estados no combate à pandemia.

Destaca-se porém, que diferente do que o governo Casagrande divulga, esse “auxílio-congelamento salarial” entretanto, não impede a recomposição salarial, como é previsto na constituição.

Enquanto Casagrande mantém a política de arrocho contra os servidores, os benefícios aos empresários continua. Sem nenhuma contrapartida, como a garantia da redução da superlotação, que continua em plena pandemia, o governo garantiu, mais uma vez, R$ 200 milhões, dessa vez ainda antecipados, de subsídios para o sistema Transcol.

Além dos benefícios aos empresários do Transcol, nada mudou também quanto aos benefícios fiscais concedidos “à sete chaves” à centenas de empresas.

Dessa forma melancólica, nos despediremos de 2020 e dos próximos anos que virão enquanto elegermos representantes mais comprometidos com o grande capital do que com a vida dos trabalhadores.

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