• Home
  • Notícias
  • Matérias
  • Direção do Incaper confirma grave situação financeira em prejuízo à agricultura capixaba

Direção do Incaper confirma grave situação financeira em prejuízo à agricultura capixaba

Os servidores do Incaper foram surpreendidos com um ofício da própria direção do Instituto assumindo a “gravidade da situação orçamentária e financeira deste Instituto” e “conclamando a todos para necessidade de contenção e racionalização de gastos.”

O fato chamou ainda mais atenção visto que, lamentavelmente, demonstra que o governo Casagrande, apesar de anunciar nota A em gestão e possuir R$1,6 bilhão em caixa com arrecadação crescente, mantém a política de desmonte do Incaper prejudicando o atendimento aos agricultores capixabas.

No documento, a diretoria do Incaper reafirma a política de cortes, como limitações em ligações telefônicas, restrição da participação dos servidores em congressos (fundamental para um órgão que tem caráter de pesquisa e extensão); impressão de cópias e até mesmo combustível para os veículos.

Quanto à esse ponto, sem especificar o novo valor, afirma que “o Incaper está recebendo um reforço financeiro da SEAG, específico para combustível, o que permitirá, mesmo que ainda insuficiente, uma melhoria de ritmo das ações finalísticas do nosso Instituto”.

Até então, a cota fixa e mensal estava limitada em apenas R$180 por veículo. Valor este totalmente aquém das necessidades dos servidores que utilizam os veículos para atender a comunidades rurais, o que demanda alto consumo de combustível.

Para a Associação dos Servidores do Incaper, o sentimento é “que falta ao Estado um governo e um governador que pare de aparecer para fotos e tenha o real compromisso com a gestão pública e respeito ao conjunto de servidores do Estado”. Ainda reforça que falta “responsabilidade do governador e do presidente do Incaper, visto que se omitem discutir os pontos que foram propostos em um Seminário realizado em parceria entre a Assin e o Incaper em que ficou definidas as linhas de ação para fortalecimento do Instituto, da agricultura familiar e da politica pública de Ater e Pesquisa oficial estadual.

O Sindipúblicos repudia a política de cortes e contingenciamento do governo anterior, tão criticada por Casagrande, mas atualmente mantida pelo seu governo, o que vem cada vez mais prejudicando o atendimento às demandas da sociedade. Não adianta ele postar em seu Facebook que apoia a agricultura familiar indo à Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária do Espírito Santo (Feafes), mas cortando verbas do Incaper, instituição fundamental para a agricultura familiar no Estado.

Diante a essa política, o Sindipúblicos convoca os servidores públicos estaduais para estarem presentes na próxima Assembleia Geral Unificada, no dia 24 de outubro, às 10h, em frente ao Tribunal de Justiça.