Deputados arquivam projeto que restringia eucaliptos próximo à nascentes

Em pleno Dia Mundial do Ambiente, 05 de junho, os deputados capixabas arquivaram um projeto que pretendia restringir a expansão da monocultura do eucalipto no Espírito Santo.

De autoria do deputado Sérgio Majeski (PSB), o projeto de lei 337/2016 restringia a monocultura a menos de 500 metros das margens dos rios, lagos, lagoas, córregos, reservatórios naturais ou artificiais, considerados os seus níveis mais altos. A proposta também impedia a substituição de culturas agrícolas alimentícias por eucalipto ou outras espécies florestais exóticas. O PL fixava um prazo de oito anos para a extração das florestas de eucalipto, sendo proibido o replantio da espécie.

Segundo o autor da proposta, que além de deputado é formado em Geografia, o plantio de eucalipto interfere nas características do solo se comparado com o de florestas nativas, podendo contribuir com a crise hídrica local.

Durante a sessão desta quarta-feira, Majeski ainda denunciou o lobby da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) pelo arquivamento da proposta antes da votação. Além de Majeski, apenas o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD) votou a favor do PL.

Mais uma vez os deputados capixabas mostram que não se preocupam com a sociedade, mas apenas com o grande empresariado financiador de campanhas. A população precisa de rever os seus representantes garantindo uma renovação na casa de leis que possam efetivamente atender as demandas sociais.

Fonte: Imprensa Livre

  • Leonardo Paganoti Marinato

    Como vivemos em um país que aparentemente gostaria de ser capitalista, a regulação do que deve ou não ser plantado deveria se dar por meio de ferramentas econômicos, e não por leis restritivas.
    Se o país tivesse uma política agrícola séria, essa discussão sequer existiria.