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Contrariando política de valorização do Centro, Banestes insiste em fechar agência na região

Uma das principais agências do Banestes, localizada na rua Graciano Neves, está com seus dias contados para encerrar suas atividades: a próxima sexta-feira, 10 de janeiro.

A medida contraria todo discurso do governo Casagrande que diz querer valorizar o Centro histórico de Vitória, região em que o Sindipúblicos foi fundado e possui sua atual sede.

O Sindipúblicos, bem como seus associados e funcionários também serão diretamente atingidos, visto que a agência é a que atende a entidade. E o fechamento fará com que as atividades bancárias migrem para a Praça Oito.

Protesto

Na manhã desta quarta-feira, 08, moradores e bancários realizaram um protesto contra a medida do governo. Os motoristas e pedestres que passavam pela Av. Jerônimo Monteiro com a Praça Costa Pereira receberam panfletos com a denúncia de esvaziamento do Centro e do papel social do Banestes.

O ato foi organizado pela Associação de Moradores do Centro de Vitória (Amacentro), com apoio do Sindicato dos Bancários e da Associação de Moradores do Parque Moscoso e contou com a presença de vários moradores da região, especialmente idosos que utilizam a agência, comerciantes, do vereador de Vitória Roberto Martins (PTB), do deputado estadual Sergio Majeski (PSB), de sindicalistas e pessoas que trabalham no entorno da agência.

Após a manifestação, uma comissão foi recebida no Ed. Pallas Center pelo diretor de Rede do Banestes, Fernando Valli Cardoso. O presidente interino do banco, Alcio de Araújo, que havia agendado a reunião, apenas apareceu para cumprimentar os presentes, mas não ficou para dar explicações sobre o fechamento da agência.

Depois de ouvir a comissão, o Diretor de Rede foi enfático ao dizer que o fechamento da agência está confirmado para esta sexta-feira, dia 10 e que vai levar os apelos da comissão ao presidente do banco. Durante a reunião, foi entregue o abaixo-assinado com mais de 4 mil assinaturas contra fechamento da unidade.

“Nossa avaliação é que o banco está irredutível. Vamos agora buscar o governador Renato Casagrande”, afirmou o presidente da Amacentro, Lino Feletti. Durante a reunião, Lino destacou: “Não fomos chamados para conversar sobre essa proposta de fechamento da agência. Soubemos pelo Sindicato dos Bancários e levantamos a posição dos moradores do Centro. Estão todos indignados. O Centro de Vitória é onde mora a maioria dos idosos da capital, principalmente a partir da Costa Pereira. Se fechar a Graciano Neves, como vai ficar a segurança dessas pessoas que vão ter que ir até a Praça Oito? O Estado não tem dado conta de cumprir com o seu dever constitucional de garantir a segurança”.

O diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas de Vitória (CDL) Sidney da Costa Ferreira também apelou para que a agência não seja fechada na sexta-feira. “Assim como no passado a privatização do Banestes foi revista porque a avaliação é que não seria bom para o Estado, nós pedimos que a agência não seja fechada.” Ele destacou também que a proposta contraria o propósito do próprio governo de trazer para o Centro órgãos públicos.

A moradora Amélia da Penha Nunes, 80 anos, há 75 moradora da Rua 7, falou ao diretor do Banestes que espera do governo do Estado “sensibilidade com os idosos”. Ela lembrou do risco de atravessar a avenida Jerônimo Monteiro para chegar a outra agência caso a Graciano Neves encerre suas atividades, além da insegurança na região da Praça Oito, onde fica a unidade mais próxima. “Ontem eu fui chamar alguns conhecidos para o protesto de hoje e já ouvi de muita gente idosa que vai tirar o dinheiro do banco, porque não vai continuar no Banestes se a agência daqui fechar”, afirmou, ressaltando o prejuízo para o banco.

Para o coordenador do Sindicato dos Bancários, Jonas Freire, essa mobilização dos moradores do Centro é de suma importância para o movimento em defesa do Banestes público e estadual. “Precisamos unir forças para resistir ao projeto de esvaziamento do banco. Não podemos permitir que a direção do Banestes pense no banco como uma instituição privada. O banco público tem um papel a cumprir. Disso não vamos abrir mão”, afirma.

 

Com informações da Amacentro/Sindicato dos Bancários

Foto: Sindicato dos Bancários / Fábio Vicentini