Casagrande faz ‘poupança’ com o salário das famílias dos servidores

Cada dia que passa fica mais evidente que a política de massacre aos servidores públicos é uma opção do atual governo, repetindo os erros de seu antecessor.

Como já demonstrado, mesmo com margem financeira, fiscal e garantias jurídicas para conceder imediatamente a recomposição inflacionária, o governo mantém o discurso de que está analisando o mercado e em 2019 não existe por enquanto previsão. No anúncio do envio da LDO 2020, o governo promete a recomposição apenas para o próximo ano.

No entanto, esse mesmo governo, segundo informações divulgada pela imprensa, está inadequadamente investindo no mercado financeiro – ‘fazendo poupança’ – com valores que deveriam estar sendo utilizados na recomposição inflacionária e nos serviços públicos aquecendo assim a economia. Conforme divulgado “a equipe que cuida das finanças está sempre atenta às oportunidades do mercado financeiro e tem conseguido alocar esses recursos em aplicações que garantam de 99% a 104% do CDI”.

Com isso, “O governo do Estado projeta arrecadar em 2019 aproximadamente R$ 250 milhões com receitas provenientes de rendimentos de suas aplicações financeiras”.

Toda essa estratégia só agrava os prejuízos dos servidores que estão com perdas acumuladas de 29,15% o que representa que a cada doze meses trabalhado só recebem o equivalente a nove.

Além disso, contribui no aumento do desemprego visto que, caso o governo Casagrande cumprisse a Constituição, utilizando devidamente os valores em caixa, injetaria em torno de R$ 25 milhões na economia local gerando diversos novos empregos.

Cabe ainda salientar se os valores estivessem sendo investidos diretamente na economia local, por meio de investimentos em serviços públicos e na recomposição salarial, estima-se que o ‘rendimento’ obtido pelo governo seria até maior que fazendo o investimento no mercado financeiro, isso visto que com a economia aquecida, o próprio governo consegue aumento na arrecadação de impostos.

O Sindipúblicos reforça que é inaceitável a política mantida pelo governo Casagrande, que não negocia com as categorias e mantém as mesmas práticas de cortes e desvalorização dos servidores e do serviços públicos.
Para reverter esse quadro, o Sindipúblicos e as demais entidades congregadas na Pública-ES defendem a recomposição imediata de 5,63%; a fixação da data-base para os servidores; criação da mesa de negociação permanente.
A próxima assembleia está marcada para o dia 24 de outubro, em frente ao Tribunal de Justiça. Participe!

Editorial | Promessas não bastam! Dia 24, a proposta é GREVE!