Casagrande anuncia mudanças nas secretarias da fazenda e do planejamento

O governador eleito Casagrande anunciou para a Secretaria de Estado de Planejamento, o delegado federal aposentado Álvaro Duboc, coordenador de sua equipe de transição. Já para a Secretaria de Estado da Fazenda, o escolhido foi o atual secretário da Fazenda de Cachoeiro de Itapemirim, Rogelio Pegoretti.

No entanto, as pastas serão reformatadas.   A ideia é a Secretaria da Fazenda elaborar e executar o orçamento. Atualmente, a elaboração fica a cargo da Secretaria de Planejamento. Abrindo assim espaço para a Secretaria de Planejamento coordenar os principais projetos estratégicos do próximo governo, incluindo o carro-chefe na área de Segurança Pública, o programa Estado Presente.

Também ficará a cargo do Planejamento a gestão de “projetos transversais” como a descentralização da saúde pública estadual (atual “Rede Cuidar”).

Na prática, a pasta a ser comandada por Duboc deve corresponder ao que era a antiga Secretaria de Ações Estratégicas, mantida no governo anterior de Casagrande e chefiada pelo próprio Duboc. De 2011 a 2014, foi exatamente o secretário de Ações Estratégicas quem coordenou o Estado Presente.

Junção

Seguindo a proposta do governo federal eleito, Casagrande também sinalizou a possibilidade de fundir a Secretaria da Fazenda com a Secretaria de Planejamento no decorrer do seu próximo governo. “Nós já pensamos nisso. Compreendemos que agora, não. Mas, com o tempo, pode ser que a gente caminhe para isso. Esse assunto está colocado na mesa, mas ainda não temos uma conclusão”, comentou o governador eleito.

Desafios

O Sindipúblicos cobra dos próximos gestores que dialoguem com toda a sociedade realizando uma gestão que não penalize os servidores e demais trabalhadores. É preciso fortalecer a atuação da Secretaria da Fazenda para fiscalizar e recuperar os valores bilionários sonegados. Além disso, rever a ‘farra’ das renúncias fiscais que tira dinheiro dos cofres públicos sem contrapartidas à sociedade que compensem abrir mão desses valores. A sociedade não pode continuar a ser penalizada por uma política fiscal como a do atual governo que corta investimentos em serviços públicos e mantém privilégios para empresas, muitas financiadoras de campanhas.

Com informações de A Gazeta