Capixabas rejeitam Ferraço que nunca trabalhou e foi relator da Reforma Trabalhista

 

 

Os capixabas, em sua maioria trabalhadores sejam da iniciativa privada ou do serviço público, rejeitaram o projeto de governo de retirada de direitos encaminhada pelos senadores. Principalmente o da Reforma Trabalhista, relatada pelo senador Ricardo Ferraço, que nunca trabalhou mas aprovou a legislação que sacrificou ainda mais os brasileiros.

Com 86,61% de reprovação, o Ricardo Ferraço obteve apenas 13,39% dos votos, ficando em quarto lugar nas eleições. Além da reforma trabalhista, outras votações contrárias à sociedade também contribuíram para isso, como ter votado favorável à Terceirização e da PEC dos Gastos (241) e estar defendendo a aprovação da Reforma da Previdência de Temer.

A Reforma Trabalhista, tão defendida por Ferraço, que a justificava devido a necessidade de flexibilizar e reduzir direitos para aumentar os empregos, passado um ano de sua aprovação, na prática a sociedade verificou que o projeto visava apenas aumentar a lucratividade do mercado financeiro sem de fato gerar números expressivos de novos empregos.

Já prevendo sua possível derrota no senado e de seu aliado Paulo Hartung no governo estadual, conforme noticiado pela imprensa capixaba, Ferraço articulou o apoio de seu partido PSDB ao PSB do recém-eleito Renato Casagrande. Apesar de não ter declarado, pelo menos ainda, a intenção de assumir cargo no futuro governo, sinaliza essa possibilidade.

No entanto, o governo Casagrande, eleito prometendo combater os erros, entre esses o loteamento político, do governo Hartung, deve ter a devida coerência e negar cargos a candidatos que foram rejeitados pela ampla maioria da sociedade capixaba.

É preciso cobrar do próximo governo que nomeie profissionais técnicos qualificados do próprio quadro de servidores públicos efetivos para gerir com eficiência e sem fraude os serviços públicos. Sempre buscando o respeito à legislação, realizando concursos para os cargos que são ocupados indevidamente por temporários e/ou comissionados.

Fonte: Uol, Gazeta Online, TSE.