Casagrande vai ao STF contra superlotação prisional herdada de Hartung

Uma verdadeira bomba relógio, assim pode ser considerado o sistema prisional capixaba. Segundo dados divulgados pela imprensa, o Espírito Santo está com 22,3 mil presos diante a apenas 13,8 mil vagas. Nos últimos quatro anos, o governo Hartung não construiu nenhum presídio, apesar do aumento no número de presos.

Ou seja, 8447 presos a mais do que a capacidade das unidades prisionais capixabas. Reflexo disso são as fugas como a ocorrida na noite desta terça-feira (06) no Centro de Detenção Provisória (CDP) da Serra, quando sete detentos fugiram da unidade.

A superlotação, além de causar danos à sociedade com o risco de fugas, também sobrecarrega os profissionais que atuam na área.

Diante a ‘bomba relógio’ herdada do governo Hartung, o governador eleitor, Renato Casagrande, se antecipou aos possíveis problemas e se reuniu nesta terça-feira (6) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli.

Em suas redes sociais, Casagrande relatou que pediu a ajuda do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para agilizar os processos de execução penal através do uso da tecnologia e de novos procedimentos eletrônicos. O governador eleito também tem defendido a importância das audiências de custódia como uma forma de qualificar a detenção, evitando a atual política de encarceramento em massa.

Além do sistema prisional, outro desafio do governo eleito será a segurança pública, que foi desmantelada pelo último governo Hartung. O governador eleito terá que reconquistar os profissionais da área, com valorização dos policiais civis e militares, garantindo infraestrutura e realizando ações estratégicas também em áreas sociais. “Esse assunto não se resolve com discursos duros. Bravatas, por si só, não protegem a sociedade”, declarou Casagrande, em postagem em sua conta no Twitter.

O Sindipúblicos defende a necessidade de um programa de segurança pública amplo, que dialogue com toda sociedade atendendo as demandas sociais. Não pode repetir os erros do governo de endurecer o discurso sem garantir sequer os investimentos necessários.

Com informações de GazetaOnLine e ES Imprensa Livre.