Ato público denunciará fechamento de escolas por Hartung

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Nesta terça-feira, 30 de Janeiro, a partir das 8h30 a comunidade escolar capixaba estará reunida em frente à Sedu para protestar contra o fechamento de turmas e escolas pelo governo Hartung.

Recentemente dezenas de alunos do interior de Afonso Cláudio, região serrana do Estado, foram ‘expulsos’ do sistema escolar quando a Sedu fechou os cursos noturnos que frequentavam em comunidades rurais.

O fechamento dos cursos noturnos é uma  imposição da Sedu que já vem de bastante tempo. O ensino médio da escola de Mata Fria, a 24 quilômetros da sede em estrada de chão, em região de morros,  foi encerrado em 2015. A medida excluiu da escola quase 100 adolescentes. O mesmo ocorreu na comunidade de São Francisco, Piracema, Vila Pontões e Fazenda Guandu que perderam o ensino médio noturno deixando mais de 200 jovens e adolescentes sem oportunidade.

Conforme denunciam os alunos, a Sedu tem fechado os cursos e turmas para conseguir assim impor que matriculem na Escola Viva, na sede do município. Ocorre que as distâncias das comunidades até a sede de Afonso Claudio são longas e  as estradas péssimas, colocando os alunos em risco.

Além disso, ignora as especificidades da educação do Campo, quando alunos durante o dia atuam junto às suas famílias na agricultura. Em sua maioria, os alunos são filhos de pequenos produtores. Este trabalho é importante para a renda da família e formação profissional do aluno.

Diversas ações também tramitam na justiça requerendo a abertura das vagas. No entanto, mesmo as que já foram determinadas para reabrir, o governo Hartung ignora as determinações judiciais como já é de praxe.

É preciso que a justiça garanta o direito constitucional à educação e puna severamente os gestores que estão loteando o Estado passando para uma ONG a gestão de diversas unidades escolares por meio da Escola Viva. Precisamos eliminar esse tipo de político que não governa para a sociedade e não pensa o Estado para o futuro. Sem educação, nenhum país ou Estado consegue se desenvolver. Não podemos votar em quem acaba com a educação para os mais carentes.

Além do Ato, também está marcada para a segunda quinzena de fevereiro uma audiência pública na Assembleia Legislativa.

 

 

 

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