Artigo | Servidor público – espécie em extinção?

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Ao longo do tempo vem-se construindo a figura do servidor público como um predador que destrói a qualidade das prestações que o Estado coloca à disposição da população e que é o responsável pelo desequilíbrio das contas públicas.

Ao ser eleito com a promessa de caçar os marajás do serviço público com altos salários, Collor de Mello incutiu no domínio popular que todo servidor era “marajá”. Depois veio a Reforma de FHC (conhecida como pacote de maldades) que de uma forma ou de outra impunha grandes críticas ao servidor e culminou com a demissão de servidores públicos não-estáveis.

Bem posteriormente vamos ter a fala de um ex presidente que comparou o servidor público ao político corrupto. Não entro na questão política, mas saliento que a desconstrução da imagem do servidor é uma crescente.

Mesmo quando o Estado tem sua mudança estrutural realizada com unificação e extinção de ministérios, as justificativas de corte dos gastos públicos cai nos ombros do servidores públicos concursados em detrimento de vários cargos comissionados distribuídos por conta de alianças políticas.

De marajá passamos à parasita. Talvez isso explique a criação de frente parlamentar com mais de 200 parlamentares de base governista a favor da reforma administrativa e contra o servidor público.

O servidor público é um profissional capacitado, que estudou anos a fio, que enfrentou a batalha de um concurso público, que optou pela carreira pública em detrimento das ofertas da iniciativa privada, que se especializa através de cursos, seminários e congressos. A falta de eficiência da máquina pública com problemas de conexão de internet ou paralisação dos sistemas de concessão de benefícios não é culpa do servidor que muitas vezes tem que providenciar papel para impressão, tubos de ensaio para exames e Equipamento de Proteção Individual, tudo por suas expensas, a fim de executar minimamente sua função.

Sabe o que o servidor público tem em comum com a Arara Azul, Ariranha, Baleia-franco-do-sul, Cervo-do-pantanal, Gato-macarajá, Lobo-guará, Macaco-aranha? Todos são espécies em extinção. Sabe qual a diferença? Que todos não possuem meios próprios de defesa, dependendo de pessoas ou organismos para garantir a sobrevivência, diferente do servidor que pode colocar seus anseios para a sociedade e explicar o resultado nefasto da extinção do servidor público, agente do Estado, como originalmente pensado, executado até a presente data.

Valorização da representatividade com filiação aos sindicatos, divulgação da necessidade de não aprovação da reforma administrativa sem que passe por ampla discussão na sociedade organizada, participação nos movimentos, paralisações, manifestação é a parte que o servidor público pode fazer para garantir sua sobrevivência, coisas que a arara azul e as outras espécies não possuem condições de fazer.

Diga não à extinção do servidor público! Seja um agente de convencimento, participando, lutando, não se conformando!

Fonte: Blog do Carlos

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