Arrecadação milionária no DIO não reflete na valorização dos funcionários

No governo de Renato Casagrande tanto os servidores públicos quanto a maioria do povo capixaba desconhecem qualquer indício de socialismo, sentem apenas os efeitos colaterais do moribundo neoliberalismo. Um exemplo latente é comparar as arrecadações com a valorização dos trabalhadores. Segundo anunciado, o DIO fechou o primeiro semestre de 2012 com o recorde de arrecadação em 6,8 milhões, recorde não observado na valorização dos servidores, tal insensibilidade da gestão de pessoas esta na evasão de cerca de 38% dos recentes concursados.

Ao todo, a autarquia dispõe de aproximadamente 20 servidores concursados, esses já ingressaram no DIO com defasagem na tabela salarial, sem direito a nenhuma outra vantagem profissional (gratificação, abonos, auxílios), uma vez que são remunerados na modalidade de subsídio, cuja tabela aplicada à época está aquém dos valores praticados em outras instituições do próprio poder executivo. Os demais servidores que recebem na modalidade de vencimentos, também não estão satisfeitos e reclamam da falta de valorização.

“Os salários estão abaixo do que o mercado paga e até menor se comparado às outras categorias do poder executivo. Eu e alguns colegas, infelizmente, estamos buscando outras oportunidades. Temos muitos projetos para o DIO, mas sem valorização, vem a desestimulação”, comenta uma servidora.

Devido a todo esse histórico, os servidores encaminharam sua pauta de reivindicações no último dia 23. Entre os pontos reivindicados, destaque para:

1) Alteração da Lei Complementar nº 547, de 31.03.2010, que instituiu a modalidade de remuneração por subsídio e plano de carreira dos servidores do Departamento de Imprensa Oficial do estado do Espírito Santo – DIO/ES, conforme anexo;

2) Insalubridade – O Departamento de Imprensa Oficial do Espírito Santo já possui análise atualizada e estudo completo do Mapa de Risco do seu Parque Gráfico, área fim da Autarquia. Os novos servidores concursados que lá trabalham não usufruem o direito à Insalubridade o que é totalmente equivocado em se tratando de um Parque Gráfico considerando ainda que os servidores efetivos e comissionados que lá já trabalhavam recebem tal benefício;

3) Conselho Administrativo – O Conselho já foi instituído, porém os membros ainda não foram empossados. Tal situação caracteriza ilegitimidade às ações da Autarquia.