Após um ano de Reforma Trabalhista, diminui número de trabalhadores formais

Diferente do defendido pelos congressistas favoráveis à Reforma Trabalhista, como Ricardo Ferraço, Rose de Freitas, Lelo Coimbra, Magno Malta, Marcus Vicente, entre outros, após um ano da entrada em vigor da nova legislação, verifica-se que não contribuiu para a geração de novos empregos. Pelo contrário, ao que tudo indica, a flexibilização das leis trabalhistas apenas garantiu percentual maior de lucro para os empresários e agravou a precarização e informalidade dos empregos.

Em recente pesquisa, o IBGE aponta que o número de empregados com carteira assinada encolheu 1%. Atualmente são 32,9 milhões de trabalhadores formais para 35 milhões na informalidade.

O Brasil ainda conta com 12,4 milhões de brasileiros desempregados. Chama atenção o nível de subutilização da força de trabalho (a soma do número de desempregados com o número de empregados em trajetórias reduzidas de horas) que, no primeiro trimestre de 2018 subiu para 24,7%, representando 27,7 milhões de pessoas – maior taxa de subutilização registrada na série histórica da “PNAD Contínua”, iniciada em 2012.

Sem justiça

Além do alto índice de desemprego, os brasileiros também tem encontrado dificuldade no acesso à justiça trabalhista. Isso devido as restrições impostas pela Reforma Trabalhista que onera o trabalhador em caso de perder a causa denunciada. Segundo dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST), as ações trabalhistas caíram 36,5% comparado o volume de casos apresentados de janeiro a agosto de 2018 com o mesmo período do ano anterior.

Porém, com o receio de encaminhar ações trabalhistas, os brasileiros tem buscado o Ministério Público do Trabalho (MPT) para encaminhamentos de denúncias. Segundo o órgão, após a entrada em vigor da reforma, o número de denúncias em geral aumentou em 12%.

Isso comprova que o desrespeito dos patrões, com fraudes e burla à legislação, continua alto, prejudicando milhares de trabalhadores.

Economia estagnada

A falta de emprego reflete diretamente no mercado financeiro. Sem poder consumir, diversas indústrias e serviços diminuem ofertas agravando ainda mais o desemprego. Segundo especialistas, é preciso que os governos recuperem obras e investimento nos serviços públicos contribuindo para aquecer a economia fazendo movimentar os demais setores. É imprescindível que se estabeleça uma política de geração de empregos formais.

Em mudanças de governos, tanto na esfera estadual quanto federal, a sociedade precisa estar atenta e cobrar dos novos presidente e governador que não acolham os congressistas responsáveis por uma Reforma que retirou direitos e a dignidade dos trabalhadores. Não pode ser aceito que o governo federal e o estadual nomeie políticos rejeitados pelas urnas devido a atuação contrária aos interesses da sociedade.

Fonte: IBGE/O Globo / Rede Brasil Atual / Jornal Valor / Folha de S.Paulo