Após Reforma Trabalhista defendida por Ferraço, mais de 12 mil perdem o emprego

Como já era previsto e denunciado pelos sindicatos, a Reforma Trabalhista serviu apenas para retirar direitos e legalizar a precarização do trabalho. Contrariando o que defendia o relator da Reforma Trabalhista, senador Ricardo Ferraço, e o governo Temer, após a entrada em vigor da nova legislação, o desemprego voltou a crescer.

Só  em novembro foram demitidos 12,3 mil trabalhadores, bem diferente do alardeado pelo governo que prometia mais de 22 mil vagas com a Reforma. De oito setores pesquisados, sete registraram saldo negativo em novembro, com destaque para indústria da transformação (-29.006 postos), construção civil (-22.826) e agropecuária (-21.761).

Apenas o comércio ficou no azul com a proximidade das festas de fim de ano, com a criação líquida de 68.602 vagas, mas num movimento insuficiente para levar o resultado geral para o campo positivo.

O Ministério do Trabalho tentou argumentar que a indústria já começa a demitir nesta altura do ano num cenário em que “todas as encomendas já foram atendidas”. Em relação à construção civil, disse que o setor é marcado por paralisação de obras em função do período de chuvas.

Porém, a justificativa não convenceu e forçou o ministro do Trabalho Ronaldo  Nogueira (PTB) a renunciar nesta quarta-feira (27) alegando motivos pessoais.

Pela série histórica do próprio Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) , que tem início em 2002, houve perdas líquidas de vagas em novembro apenas em 2002 e 2008 e em 2015 e 2016, quando o país viveu a pior recessão da sua história.

Os dados revelam a necessidade dos trabalhadores continuarem unidos cobrando uma política efetiva de geração de emprego e eliminar nas próximas eleições os políticos que foram responsáveis pela aprovação da Reforma Trabalhista.

Fonte:MPT/IBGE/CAGED/Site 247