Após gestão conflituosa, Marcelo Suzart é exonerado do Incaper

Com uma gestão marcada por polêmicas e muitas manifestações dos servidores, devido sua truculência e falta de diálogo, o diretor-presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Marcelo Suzart, foi exonerado do cargo nesta quinta-feira (3).

Em seu lugar, o governador Hartung escolheu Marcelo Coelho, ex-prefeito de Aracruz e ex-deputado estadual. Coelho tinha se afastado da política e não disputou as últimas eleições. Entre os fatos que teriam pesado para ele passar esse tempo afastado da vida política foi a construção de um viaduto praticamente em cima de residências no município e o fato de ter comprado uma caminhonete S10 utilizando o CNPJ de uma empresa que tinha vínculo com a prefeitura. Ao comprar o automóvel como Pessoa Jurídica, Marcelo recebeu desconto na aquisição. Nas últimas eleições, Coelho apoiou Erick Musso (PMDB), vice-lider do governo na Assembleia.

A gestão de Suzart foi marcada por protestos de servidores e denúncias de autoritarismo. Em novembro de 2016, os servidores retomaram uma greve – que havia sido interrompida para que ocorressem negociações com o governo, que foram infrutíferas – e Suzart, em atitude de constrangimento aos servidores enviou e-mail a todos os chefes locais, regionais e fazendas da autarquia, determinando que atestem de forma imediata a frequência dos trabalhadores, destacando se estão em atividade ou em greve.

Os servidores consideraram que a gestão de Suzart foi marcada por tentativas de constranger e ameaçar o servidor público ao exercer o seu direito constitucional de greve, além de exercer práticas antissindicais.

No entanto, os servidores enfrentam péssimas condições de trabalho nos escritórios e fazendas da autarquia. O Incaper padece com intenso processo de sucateamento, com redução drástica de custeio; sem equipamentos de trabalho, como computadores, impressoras, GPS, gasolina e sem internet de qualidade; com unidades em péssimo estado de conservação; e com salários defasados.

O Sindipúblicos espera que o novo presidente garanta o diálogo e a transparência, princípios esses primordiais para uma relação trabalhista em prol da sociedade. O Incaper necessita de uma gestão que venha atender as necessidades do desenvolvimento da agricultura do Espírito Santo com investimento em pessoal e tecnologia, retirando o Instituto do estado de abandono em que se encontra.

Com informações do Folha Vitória e Século Diário

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