Acusada de nepotismo, ex-gerente do Iema integrará equipe de licenciamento ambiental

Mesmo tendo sido denunciada pelos indícios de prática de nepotismo, ao contribuir pelo favorecimento na contratação do marido, a ex-gerente do Iema Idalúcia Schimith Bergher irá integrar a equipe de licenciamento ambiental formada a partir de uma seleção de candidatos para atuar em Designação Temporária (DT).

Diante a situação, o Sindipúblicos requereu ao Iema explicações da ex-gerente, mesmo respondendo ao PAD e ter sido denunciada ao Ministério Público-ES devido à irregularidades na contratação do marido, ter sido escolhida no processo seletivo. O Sindicato ainda cobra do Instituto maior celeridade da apuração, visto que seu prolongamento permite a manutenção dos atos e práticas denunciadas.

A Instrução de Serviço nº 132-S, de instalação do PAD, determina a apuração das “irregularidades constantes no processo 80333672, em desfavor da servidora pública estadual Idalucia Schimith Bergher, por indícios de responsabilidade na indicação de seu cônjuge para coordenar os trabalhos relacionados ao processo 80333672, bem como demais infrações conexas que emergirem no decorrer da apuração”.

O cônjuge em questão é o chefe da Divisão de Ciências do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), Claudio Nicoletti Fraga. E o processo citado é o Termo de Cooperação entre o Iema, o INMA e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), assinado no dia 29 de janeiro de 2018, no valor de R$ 460 mil, para a atualização da lista de espécies da fauna e da flora capixaba ameaçada de extinção.

O jornal on-line Século Diário ainda questiona que a ex-gerente seria envolvida em favorecimentos à empresários na redução da zona de amortecimento do Parque Estadual da Pedra Azul, região onde fica localizada a “mansão secreta” do atual governador Paulo Hartung.

Além da nomeação de Idalúcia, o Sindicato ainda denuncia que todo o processo seletivo seria ilegal, visto que o correto seria a abertura de concurso público para preenchimento das 137 vagas.

O Sindipúblicos cobra do Iema e da Seama maior lisura, ética e transparência na seleção de servidores e irá encaminhar denúncias contra a contratação no intuito de resguardar o meio ambiente estadual evitando favorecimentos políticos nos processos de licenciamento.

 Com informações de Século Diário